Também eu, também eu.
joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me,
dos tempos de menino
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.Vida!,
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se eu riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...(Eu tinha um bibe azul...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
A minha Mãe ralhava assim como quem beija...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)Vida!, ralha também,
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe..."Dedicado á minha Avó Felicidade"
Há sempre um mar que esconde um luar, Há sempre quem pensa que o mar nao fala e que a lua nao vê, mas quem sabe isso Quem é?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Poesia (1)
domingo, 28 de junho de 2009
Poesia
FÁBULA REDONDA
Um bando de pombas voaalgo de banda, mas pumba,um caçador que as chumbaabate a pomba de proa.
Furtivo; mas apregoaa proeza que o enfuna.Outra pomba, boa alunade sua mestre falcoa,
procura de asa fincadano bico, com que redimatanta justiça ultrajada:
do caçador se aproxima,por ira e vento levada,e pumba, caga-lhe em cima.
Pedro Tamen
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